quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Piscicultor financia R$ 18 milhões para criar projeto mais moderno da Amazônia


“A piscicultura tem todo o apoio do Governo do Estado. É uma atividade que não oferece pressão ao meio ambiente, pelo contrário, recupera áreas alteradas” disse o governador Tião Viana (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Na Fazenda Três Meninas o gado ainda tem espaço, mas a bola da vez é uma espécie bem menor, o peixe. A piscicultura é a aposta que promete alta lucratividade, sustentabilidade ambiental e um mercado a perder de vista. No último sábado o produtor Miguel Fernandes assinou a primeira etapa de um financiamento ousado com o Banco da Amazônia: R$ 18 milhões para investir em tanques, tecnologia e uma unidade beneficiadora dentro da propriedade.
O peixe, além de mais lucrativo, explica Fernando Fernandes, da Fazenda Três Meninas, gira mais rápido. Enquanto o boi demora até três anos para atingir o ponto de abate, o peixe leva oito meses para dar resultados. A estimativa é que a cada cliclo sejam retiradas duas mil toneladas de peixe, dando um total, calculado com base apenas no mercado interno, de R$ 10 milhões. Numa venda para o exterior, onde o quilo do tambaqui chega a 25 dólares, esse valor triplicaria. O lucro líquido é pelo menos 40% deste total.
O peixe da Amazônia, considerado produto gourmet nos Estados Unidos e muito bem cotado em mercados da Europa e Ásia, está se mostrando uma indústria rentável no Acre. E a piscicultura tem todo o apoio do Governo do Estado. “É uma atividade que não oferece pressão ao meio ambiente, pelo contrário, recupera áreas alteradas. É uma alternativa aos produtores que não precisam derrubar ou queimar para produzir. Podemos plantar espécies como o açaí ao redor dos açudes e tudo isso cuidando do meio ambiente e desenvolvendo a economia. É por isso que estamos apostando tanto no peixe e vamos incentivar pequenos, médios e grandes produtores a entrar neste negócio”, ressaltou o governador Tião Viana.
No projeto da Fazenda Três Meninas aprovado pelo FNO serão financiados ao todo 220 hectares de lâmina d’água, com contrapartida do proprietário, e um frigorífico. Os peixes produzidos a partir do laboratório de alevinagem instalado na fazenda, serão criados e engordados nos tanques com tecnologia de ponta e beneficiados na propriedade. Sairão de lá prontinhos para preencher as gôndolas dos supermercados e embarcar nos conteiners que sairão dos portos do Pacífico para os mercados da Europa, China e Estados Unidos, onde um quilo de peixe amazônico custa até 18 euros. Este é o projeto mais moderno de piscicultura da Amazônia.
“Os número do Acre são muito animadores. Este ano já temos R$ 60 milhões prospectados para a piscicultura e nossa meta é atingir R$ 300 milhões contratados pelo FNO”, disse o superintendente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo.
A piscicultura é a aposta do governo do Estado que promete alta lucratividade, sustentabilidade ambiental e um grande mercado (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Além dos 220 hectares que estão sendo abertos – 50% da primeira etapa já está pronta –, na fazenda há cerca de 300 hectares de lâmina d’água que estão sendo transformados em tanques com uma tecnologia mais adequada.
Miguel Fernandes, proprietário das Três Meninas, começou a investir em gado e peixe há 15 anos. Com o tempo, a abertura de novos mercados e a pressão das tecnologias, o produtor se rendeu e decidiu profissionalizar a piscicultura.
“Eu não deixei de investir no gado, que sempre terá espaço na fazenda. Mas o peixe dá um retorno bem mais rápido e alta lucratividade. Nós temos demanda no mercado para atender, temos o Peru que já está comprando peixe no Acre e todos os mercados que podem ser conquistados através dos portos do Pacífico”, disse Miguel.

Fruta, gado e peixe: a ordem é aproveitar o espaço

Ao lado da criação de gado e do alto investimento na piscicultura, o proprietário já adquiriu 50 mil pés de manga e vai plantar açaizeiros nas margens dos açudes. Buriti e milho verde não ficaram de fora. “A piscicultura vai enriquecer a fazenda em nutrientes. Ela é uma verdadeira fábrica de fertilizantes e vai servir para melhorar o solo e torna-lo mais propício para o desenvolvimento das frutas”, disse Jenner Menezes, engenheiro de pesca da Biofish, consultoria especializada que presta serviços para o projeto.

Mercado

O peixe da Amazônia é considerado produto gourmet nos Estados Unidos e muito bem cotado na Europa e Ásia (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Se antes o principal produto da Fazenda Três Meninas era o gado, agora quem dá as ordens são os peixes. Isso porque o mercado, que é global, não tem sua demanda atendida. “Amazonas, Tocantins e Mato Grosso compram uma carreta de peixe de 22 toneladas por semana. Eles vêm buscar no Acre e em Rondônia e não estamos conseguindo abastecê-los. Isso sem falar no mercado sulista”, explica o engenheiro de pesca Jaire Menezes Júnior. Além do mercado brasileiro, que precisa comprar peixe de fora para suprir sua demanda, há os mercados da Europa, Ásia e Estados Unidos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pesca de trairas



Extremanente emocionante! ! !! ! !

Piracema

Operação Poseidon apreende duas toneladas de agulhões irregulares em Natal

Uma ação fiscalizatória do Ibama no fim da tarde de ontem (17/02) resultou na apreensão de 2.144 kg de agulhão negro estocados numa peixaria no bairro de Rocas em Natal, RN. Os peixes, cujo comércio é proibido, estavam armazenados numa das câmaras frias do estabelecimento. A ação integra a “Operação Poseidon” – deus dos mares na mitologia grega –, que tem como objetivo verificar a legalidade da indústria e do comércio de pescado.


Ao chegarem na peixaria, os agentes de fiscalização notaram certo desagrado dos responsáveis, que abriram imediatamente uma das câmaras mas tentaram dissimular a abertura da que continha os agulhões. Dentro, pilhas de peixes com exemplares de até 361 kg aguardavam o momento de ser repassados aos consumidores. O proprietário da peixaria será multado em mais de R$ 40 mil e responderá a processo por crime ambiental. Se condenado, ficará sujeito a até três anos de detenção.
O agulhão negro (Makaira nigricans) e o agulhão branco (Tetrapturus albidus) são peixes de bico oceânicos protegidos por uma medida da Comissão Internacional de Conservação do Atum Atlântico (ICCAT, na sigla em inglês). Essa medida, proposta pelo Brasil e pelos EUA em 2005 e acatada pela maioria dos países atlânticos, visa a manter os estoques dessas espécies em quantidades seguras. A regra determina que os agulhões vivos no momento do embarque sejam devolvidos ao mar; e os que estiverem mortos devem, obrigatoriamente, ser embarcados para posterior doação.
O Ibama orienta as indústrias e os entrepostos de pesca a comunicarem as descargas dos barcos atuneiros para que os agulhões possam ser legalmente apreendidos e doados com rapidez. Na ação de ontem, o Ibama retirou também cerca de 1,3 toneladas de agulhões que estavam legalmente estocados em empresas pesqueiras de Natal. As apreensões já foram destinadas ao Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do RN e também estocadas na Base Aérea de Natal para posterior doação.

Fonte: guia da Pesca

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pescadores capturam tubarão-martelo em Olinda

Espécie de tubarão é uma das mais comuns e é identificada facilmente pela sua cabeça em forma de martelo

Dois pescadores capturaram na madrugada deste sábado (12) um tubarão da espécie martelo de dois metros de comprimento. O animal, que pelo tamanho é considerado filhote, foi encontrado a cerca de dois quilômetros da Praia de Rio Doce, em Olinda, Grande Recife. Em Pernambuco, a pesca de tubarão não é predatória.
BIOLOGIA – Esta espécie de tubarão é uma das mais comuns e é identificada facilmente pela sua cabeça em forma de martelo. Alguns chegam a atingir até mais de 6 metros de comprimento e são encontrados em águas pouco profundas. Existem casos registrados de ataques a humanos feitos por esta espécie.


Fonte: Guia da pesca

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Falta de oxigênio é uma das causas de mortandade de peixes no MS

Esse foi o resultado do primeiro laudo feito pelo Instituto de Meio Ambiente. Estima-se que cerca de mil toneladas de peixes morreram em três dias.



O Imasul divulgou o primeiro laudo sobre a morte de milhares de peixes no Rio Negro, em Mato Grosso do Sul. Uma grande quantidade de matéria orgânica, pouco volume de oxigênio e temperatura elevada é o resultado das análises preliminares feitas no laboratório do Imasul, Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul.
As condições verificadas levam os técnicos a acreditar que a causa da mortandade possa ter sido a decoada, fenômeno que ocorre quando a decomposição da vegetação submersa elimina o oxigênio da água. As amostras foram coletadas no Rio Negro no dia 31 de janeiro. Estima-se que cerca de mil toneladas de peixes morreram em três dias num trecho de cinco quilômetros do rio, entre duas baias.
Para elaborar o relatório final, que vai apontar a causa da mortandade de peixes no Rio Negro, o Imasul espera o resultado dos exames que estão sendo feitos num laboratório em São Paulo. A análise deve ficar pronta na próxima semana e vai comprovar ou não a presença de agrotóxicos na água.

Fonte: Guia da pesca 

Lagoa dos Patos – Pelotão Ambiental faz novas apreensões

 Indivíduos presos estavam praticando pesca através de redes de arrasto de porta, bem como utilizavam berimbaus e petrechos cuja utilização é proibida



A Operação Centauro de Combate à Pesca Ilegal na Lagoa dos Patos realizou, na madrugada de hoje, 9, a apreensão de duas embarcações, uma rede com duas planchas, seis berimbaus, três facas, um liquinho e 30 quilos de camarão, além da prisão de três pessoas. A operação mobilizou oito policiais militares do Pelotão Ambiental do Rio Grande, duas embarcações e duas viaturas leves, que vasculharam as águas do Sul do Estado, a partir do píer do Museu Oceanográfico da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) para combater a pesca ilegal do camarão.
Os crustáceos foram encaminhados ao programa Mesa Brasil do Sesc para serem doados a entidades assistências cadastradas na região. Segundo a nutricionista Alessandra Plastina Wetzel, que responde pelo projeto em Rio Grande, desde o início das operações do Pelotão Ambiental, no início do ano, os crustáceos arrecadados já beneficiaram 21 instituições.
De acordo com o comandante do 2º Pelotão Ambiental do Rio Grande, tenente Humberto da Rocha Romano, os indivíduos presos estavam praticando pesca através de redes de arrasto de porta, bem como utilizavam berimbaus e petrechos cuja utilização é proibida no Estuário da Lagoa dos Patos. As proibições têm amparo no Inciso II do Art. 34 da Lei de Crimes Ambientais nº 9605/98 e Instrução Normativa Conjunta Nº 3 do MMA. Segundo o comandante, só nestas primeiras semanas do mês de fevereiro, foram apreendidas duas embarcações e 300 quilos de camarão, além disso, seis pessoas foram presas. A penalidade para este tipo de infração pode chegar a R$ 100.000,00 (cem mil reais).
O trabalho de fiscalização do Pelotão Ambiental do Rio Grande continua na Lagoa dos Patos, proibindo o arrasto de qualquer natureza, seja redes de porta, pauzinho, trolha, caracol, coca ou qualquer outra denominação, conforme previsão legal. Também será observada a malha da rede (aviãozinho), que deve ser superior a 2,4 cm, bem como a Licença de Pesca e Carteira de Pescador Profissional, que é fornecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), respectivamente.
O Pelotão Ambiental orienta à comunidade que denuncie caso tiver conhecimento de crimes atentatórios a fauna, a flora, a poluição, a mineração, a produtos perigosos entre outras ocorrências ambientais, através do telefone 3235.4702.

Fonte: Guia da Pesca